Como sabem, ontem iniciámos a nossa viagem de regresso. Apanhámos o comboio para Vigo, onde tínhamos de passar a noite para hoje de manhãzinha apanhar o comboio para o Porto. Chegámos ao hotel (onde a simpatia do empregado ficava muito a dever à dos voluntários que nos acolhiam nos albergues) e ele indicou- nos o nosso quarto. O Lino abre a porta... E começamos a ouvir lá dentro uma mulher histérica a gritar "No, no, nooooo"! Era uma japonesa, que depois do susto de ver um marmanjão como o Lino a abrir a porta, explicou-nos entre gestos e um inglês macarrónico que também lhe tinham dado aquele quarto. Fechámos a porta e desmanchámo-nos a rir! Estava a começar bem o nosso regresso a realidade... Voltámos à recepção e o empregado reagiu ao facto como se fosse a coisa mais normal deste mundo. Deu-nos um novo cartão e lá nos enfiámos a custo - nós e as mochilas - no minúsculo elevador, em busca do quarto certo. Chegámos à porta, batemos primeiro (era melhor prevenir...) e não ouvimos nada. Só que... não conseguimos abrir a porta. Voltámos NOVAMENTE à recepção, tentámos fazer cara de zangados, mas só nos apetecia era rir... E o empregado, como se nada se passasse, deu-nos o terceiro cartão (aliás, deu-nos dois, para o caso de um deles não funcionar)!
Finalmente instalados no novo quarto, e tendo posto uma cadeira atrás da porta, não fosse entrar-nos alguém por ali adentro, decidimos ir dar uma volta pela cidade.
O termómetro marcava 40graus às seis da tarde e decidimos parar numa esplanada para beber qualquer coisa... Pedimos uma imperial e nem queríamos acreditar quando veio a conta... 4,10€!!!??? Era oficial, queríamos voltar para Santiago!
Mas por agora não pode ser... Temos mesmo de ir trabalhar amanhã... Contentamo-nos em fazer planos para a nossa próxima caminhada, que em principio será de Santiago de a Compostela a Finisterrae, onde a terra se encontra com o mar e termina de facto o Caminho de Santiago.
| Em Vigo, a cidade em que quase matámos uma japonesa de ataque cardíaco :o) |